Cavalo dado

October 24, 2008

Nós temos um ditado aqui no Rio Grande do Sul que afirma que “a cavalo dado não se olham os dentes”. Examinar os dentes do cavalo que se quer comprar é uma forma de determinar a idade do animal. Por isso, ninguém em bom juízo compra um cavalo sem examinar-lhe os dentes assegurando-se que não se trata de um cavalo velho.

Mas para cavalo dado a história é bem outra. , não há o que examinar ou questionar, resta agradecer pelo presente, montar e seguir o seu caminho. Mas isso também não significa que alguém se obrigue a  receber até cavalo morto de presente. Ninguém é obrigado a dar nada de presente, e presentear alguém com algo que não presta não é presente, é desaforo!

Traço o paralelo para comparar com algumas coisas dadas de presente aqui na internete. Os famosos programas “de grátis”. Todo mundo sabe que esses programas, salvo raras exceções de plataformas abertas, são limitados e de alguma forma inferiores aos programas pagos. Não se paga nada e recebe-se uma contrapartida semelhante, um pouco mais do que nada.

Estava analisando o Norton Security Check, programa que examina o seu pc atrás de vírus, spywares e outros malweres. O programa leva ao extremo essa norma de não oferecer nada. O programa examinou meu sistema descobriu dois “cookies” que estariam “tracking my net activities”. A ação sugerida pelo programa é apertar o botão “Fix”. O programa diz que os “malweres” não podem ser fixados.

Ou seja, para apagar dois simples cookies – e que cá prá nós, não são nada perigosos para a integridade do meu sistema – da máquina preciso comprar a versão paga do programa. Desinstalei o programa. Obrigado, podem ficar com o cavalo…


Sinceridade de Propósito

October 19, 2008

Discutia no último post sobre as razões e desrazões de se escrever – nesse caso na internete. E dizia dos meus propósitos ao escrever, confessando que talvez o principal motivo seja o mais simples, óbvio e direto: eu escrevo porque gosto de escrever.

Mas gostaria de acrescentar – mesmo admitindo que não obtive o sucesso desejado ao escrever na internete – a minha sinceridade de propósitos ao fazê-lo: não escrevo para agradar ninguém, nem escrevo procurando ser bonzinho ou simpático para ninguém. Quando escrevo tenho em mente o mais crítico dos leitores: eu mesmo!, e um guia principal: a busca da verdade.

Não tenho razão e nem estou certo sobre tudo o que escrevo. Emitir opinião sempre é algo que gera discordâncias e polêmicas. Mas, mesmo quando erro, não o faço conscientemente, ao contrário, só escrevo sobre aquilo em que acredito piamente. Nem preciso dizer que não considero minhas opiniões imutáveis, estou sempre disposto a reconsiderar qualquer ponto de vista e tomar qualquer correção de rumo para tentar acertar.

Isso pode parecer um “certo chover no molhado”. Digo que tenho minhas razões ao declarar isso de forma bem clara: o número de gente que age nessa internete “dando um tapa e escondendo a mão” é imensa. Para ser mais claro: o número de gente que só pensa naquilo – principalmente dinheiro – e que usa como meta e princípio único “tirar vantagem em tudo” nessa internete é imensa”.

De uma coisa eu tenho certeza: posso deitar a cabeça no travesseiro à noite e dormir.


Propósito

October 19, 2008

Eu parei nesse blog e comecei a pensar sobre uma assunto para escrever um post. Percebi que havia algo errado nesse propósito. Ou seja, isso não faz o menor sentido. Primeiro é necessário responder a pergunta número um de qualquer atividade que você se proponha a fazer: – Qual a finalidade? No caso, qual a finalidade de escrever um post aqui?

Essa pergunta me remete a outra, tanto ou mais importante do que essa primeira: – o que ando fazendo de útil nessa internete? Ou qual a utilidade pessoal, ou para os outros das coisas que tenho escrito? Estou escrevendo para alguém? A pergunta pode ser respondida por qualquer contador de estatísticas de páginas; a resposta é para muitos poucos, ou até para ninguém.

Resta um consolo em tudo isso: escrevo porque realmente gosto de escrever, escrevo porque escrever para mim é tão vital como respirar – e embora a comparação possa parecer exagerada, lhes asseguro que ela é real! Fico pensando que, dentro dessa perspectiva, os assuntos, os temas sobre os quais eu escrevo passam a ter uma importância relativamente menor, e a ser uma preocupação menor.

A sinceridade me obriga a confessar que essa assertiva não é de todo autêntica. Lastimo a baixa audiência aos meus blogs. Devo atribuir isso a má qualidade daquilo que escrevo, e garanto que não faço nenhum tipo de marketing ou publicidade para aumentar a audiência deles.
****************** Continua *************


Hello world!

October 18, 2008

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