Os Merds

December 28, 2008

Todos conhecem os famosos nerds, nome com ficaram conhecidos os usuários viciados no uso dos computadores, gente que consegue o impossível:  usar todo o pontencial contido nessas incríveis máquinas – de fazer loucos!

Aqui no Brasil não temos muitos nerds, eles são uma espécie rara nessas terras tupiniquins. Mas sempre existe a lei da compensação: o que nos falta de um lado, abunda no outro. Nós temos um tipo diferente de usuário; os merds!

Os merds são usuários que não sabem nem ler, o que se dirá de pilotar uma máquina tão complicada e complexa como um computador. Merd é gente que se atrapalha para segurar uma escova de dentes. Imagine o desastre que esse tipo de gente causa segurando um mouse? 

Seus computadores estão permanente bichados, depois de inicialmente contaminados como o mais grave dos vírus, o “usuarius estupidus”, a máquina se torna podre e inoperante em questão de segundos.

Ah!, sim, ainda não há vacina para o vírus “usuarius estupidus”! 


No mundo da velocidade

November 9, 2008

einsteinVivemos em um mundo em que tudo tem que ser rápido, muito rápido. Disputamos uma batalha (perdida) contra o tempo. Nos iludimos fracionando os segundos, medindo coisas em milésimos de segundo ou menos, pois o segundo é uma fração de tempo sem condições de mesurar a velocidade das coisas no mundo moderno.

Corremos contra o relógio procurando ultrapassar limites que beiram o absurdo. Carros que aceleram dos 0 aos 100 km/h em poucos segundos, atletas que buscam a superação dos seus limites fisícos, na busca, caçando frações ínfimas do tempo. Corremos tanto para quê? Para onde?

Ser veloz é ser capaz. Os lentos estão condenados, serão inexoravelmente ultrapassados, condenados pelo consumo de tempo em demasia. É preciso economizar tempo, não para guardá-lo num cofre, mas para fazer com que um número cada vez maior de eventos se encaixe no mesmo tempo. A vida do nosso tempo precisa ser condensado, intensificada, e isso requer tempo.

A batalha se trava no campo da longevidade e – pode parecer contraditório, mas não é – e da brevidade. Precisamos de uma vida cada vez mais longa e de cada vez menos tempo para desempenhar nossas tarefas. Não basta viver muito tempo, é preciso viver intensamente nesse tempo.

Apesar disso tudo, ainda somos vítimas do tempo. Correndo ou não, um dia ele acabará nos alcançando, subjugando, domesticando, imobilizando e matando. Fim da história.


Teorias da Conspiração

November 1, 2008

Primeiramente devo confessar que sou gaúcho, natural de Porto Alegre. Depois devo dizer que, embora nutra um sentimento de orgulho por ter nascido neste estado, não sou bairrista – ao menos não sou diferente daqueles que sentem orgulho de terem nascido nos seus respectivos estados. Escrevi um “about” que retrata bem o meu modo de pensar:

… Nasci em Porto Alegre num mês de maio, o que me fez de uma só tacada um gaúcho e um taurino. Não tenho orgulho demasiado de nenhuma das duas definições, sou antes um brasileiro orgulhoso…

Escrevo um post sobre o tema por estar encontrando na web uma grande quantidade de textos refletindo um mal disfarçado preconceito com o Rio Grande do Sul. As acusações são muitas e variadas, algumas acusando o povo do estado de excessivamente bairristas, outras demonizando nossas tradições.

Muitos não devem saber que, realmente o chamado Movimento de Tradição Gaúcha e os Centros de Tradições Gaúchas afiliados a ele, são movimentos criados na década de 50 no século passado por um grupo de estudantes do colégio secundarista Júlio de Castilhos.

A origem de tal movimento contestatório ao MTG é o próprio estado, eis que foi um professor universitário e jornalista – Tau Golin – o autor de um “Manifesto Contra o Movimento de Tradição Gaúcha”. O manifesto não está de todo errado, nem certo. Como sempre, tudo tem dois lados e o lado errado do movimento é justamente esse: considerar todo o MTG como um grande mal.

Existe uma tendência política das esquerdas de ver em tudo uma “política conspiratória”. Ao focar o início do movimento num colégio secundarista no ano de 1947, o autor do protesto acaba concedendo importância demasiada ao movimento, colocando-o como “um grande plano de dominação das direitas”. O movimento certamente pode ter sido usado, mas certamente não foi criado com esse fim.

Por mais coisas erradas que possam acontecer nesse movimento, ainda assim sobram aspectos positivos, não fosse assim e eles não seriam o sucesso que são no estado, no país e até no mundo. Ao negar capacidade ao povo de escolher o que lhe é bom ou mau, alguém se arvora o direito de ser o disciplinador daquilo que o povo deve ou não deve. Como sempre, aparece alguém disposta a defender a democracia popular pela sua eliminação (extirpando, dessa forma, os males decorrentes do excesso de liberdade).

Como afirmei antes, não existe só o oito e o oitocentos, a sabedoria sempre está no bom senso. O manifesto ganharia mais validade se apontasse para soluções que visassem melhorar o movimento, ao invés de tentar demonizá-lo completamente. Como disse um sábio; “muitas vezes um chatoru é só um charuto invertido”.


Cavalo dado

October 24, 2008

Nós temos um ditado aqui no Rio Grande do Sul que afirma que “a cavalo dado não se olham os dentes”. Examinar os dentes do cavalo que se quer comprar é uma forma de determinar a idade do animal. Por isso, ninguém em bom juízo compra um cavalo sem examinar-lhe os dentes assegurando-se que não se trata de um cavalo velho.

Mas para cavalo dado a história é bem outra. , não há o que examinar ou questionar, resta agradecer pelo presente, montar e seguir o seu caminho. Mas isso também não significa que alguém se obrigue a  receber até cavalo morto de presente. Ninguém é obrigado a dar nada de presente, e presentear alguém com algo que não presta não é presente, é desaforo!

Traço o paralelo para comparar com algumas coisas dadas de presente aqui na internete. Os famosos programas “de grátis”. Todo mundo sabe que esses programas, salvo raras exceções de plataformas abertas, são limitados e de alguma forma inferiores aos programas pagos. Não se paga nada e recebe-se uma contrapartida semelhante, um pouco mais do que nada.

Estava analisando o Norton Security Check, programa que examina o seu pc atrás de vírus, spywares e outros malweres. O programa leva ao extremo essa norma de não oferecer nada. O programa examinou meu sistema descobriu dois “cookies” que estariam “tracking my net activities”. A ação sugerida pelo programa é apertar o botão “Fix”. O programa diz que os “malweres” não podem ser fixados.

Ou seja, para apagar dois simples cookies – e que cá prá nós, não são nada perigosos para a integridade do meu sistema – da máquina preciso comprar a versão paga do programa. Desinstalei o programa. Obrigado, podem ficar com o cavalo…


Sinceridade de Propósito

October 19, 2008

Discutia no último post sobre as razões e desrazões de se escrever – nesse caso na internete. E dizia dos meus propósitos ao escrever, confessando que talvez o principal motivo seja o mais simples, óbvio e direto: eu escrevo porque gosto de escrever.

Mas gostaria de acrescentar – mesmo admitindo que não obtive o sucesso desejado ao escrever na internete – a minha sinceridade de propósitos ao fazê-lo: não escrevo para agradar ninguém, nem escrevo procurando ser bonzinho ou simpático para ninguém. Quando escrevo tenho em mente o mais crítico dos leitores: eu mesmo!, e um guia principal: a busca da verdade.

Não tenho razão e nem estou certo sobre tudo o que escrevo. Emitir opinião sempre é algo que gera discordâncias e polêmicas. Mas, mesmo quando erro, não o faço conscientemente, ao contrário, só escrevo sobre aquilo em que acredito piamente. Nem preciso dizer que não considero minhas opiniões imutáveis, estou sempre disposto a reconsiderar qualquer ponto de vista e tomar qualquer correção de rumo para tentar acertar.

Isso pode parecer um “certo chover no molhado”. Digo que tenho minhas razões ao declarar isso de forma bem clara: o número de gente que age nessa internete “dando um tapa e escondendo a mão” é imensa. Para ser mais claro: o número de gente que só pensa naquilo – principalmente dinheiro – e que usa como meta e princípio único “tirar vantagem em tudo” nessa internete é imensa”.

De uma coisa eu tenho certeza: posso deitar a cabeça no travesseiro à noite e dormir.


Propósito

October 19, 2008

Eu parei nesse blog e comecei a pensar sobre uma assunto para escrever um post. Percebi que havia algo errado nesse propósito. Ou seja, isso não faz o menor sentido. Primeiro é necessário responder a pergunta número um de qualquer atividade que você se proponha a fazer: – Qual a finalidade? No caso, qual a finalidade de escrever um post aqui?

Essa pergunta me remete a outra, tanto ou mais importante do que essa primeira: – o que ando fazendo de útil nessa internete? Ou qual a utilidade pessoal, ou para os outros das coisas que tenho escrito? Estou escrevendo para alguém? A pergunta pode ser respondida por qualquer contador de estatísticas de páginas; a resposta é para muitos poucos, ou até para ninguém.

Resta um consolo em tudo isso: escrevo porque realmente gosto de escrever, escrevo porque escrever para mim é tão vital como respirar – e embora a comparação possa parecer exagerada, lhes asseguro que ela é real! Fico pensando que, dentro dessa perspectiva, os assuntos, os temas sobre os quais eu escrevo passam a ter uma importância relativamente menor, e a ser uma preocupação menor.

A sinceridade me obriga a confessar que essa assertiva não é de todo autêntica. Lastimo a baixa audiência aos meus blogs. Devo atribuir isso a má qualidade daquilo que escrevo, e garanto que não faço nenhum tipo de marketing ou publicidade para aumentar a audiência deles.
****************** Continua *************


Hello world!

October 18, 2008

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